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Aterramento temporário: guia completo para BT, MT e AT

Aterramento temporário: guia completo para BT, MT e AT

Por: Ritz - 30 de Setembro de 2026

O aterramento temporário é um recurso de proteção utilizado em intervenções em instalações elétricas desenergizadas. Seu papel é criar uma condição equipotencial e um caminho de baixa impedância para correntes que possam surgir durante o trabalho, reduzindo a exposição da equipe em situações como energização acidental, indução ou outras ocorrências previstas no procedimento de segurança.

Na prática, não existe um único conjunto aplicável a qualquer instalação. Redes de baixa tensão, redes de distribuição em média tensão, cubículos, subestações e linhas de transmissão apresentam geometrias, pontos de conexão, níveis de curto-circuito e condições operacionais diferentes. Por isso, grampos, cabos, terminais, cabeçotes, bastões e acessórios precisam ser especificados para a aplicação.

Neste guia, mostramos como os conjuntos de aterramento temporário se diferenciam em BT, MT e AT e quais informações devem ser avaliadas antes de solicitar uma cotação.

O que é um conjunto de aterramento temporário?

Um conjunto de aterramento temporário reúne componentes destinados a conectar temporariamente os condutores ou barramentos da instalação a um ponto de terra, de acordo com a configuração prevista para o trabalho.

Os conjuntos apresentados no Catálogo Geral RITZ variam conforme a aplicação, mas podem incluir grampos de aterramento, cabos de cobre extra flexíveis com isolamento transparente, terminais, blocos ou trapézios, cabeçotes de manobra, trados, bastões isolantes e sacolas para acondicionamento e transporte.

Essa composição explica por que a escolha não deve ser feita apenas pelo nome “kit de aterramento temporário”. Dois conjuntos visualmente semelhantes podem possuir cabos de seções diferentes, grampos distintos e capacidades de curto-circuito diferentes.

Qual a diferença entre aterramento temporário em BT, MT e AT?

A diferença não se resume à tensão da instalação. A geometria do ponto de conexão, o nível de curto-circuito, a seção e o comprimento dos cabos, o tipo de grampo e a forma de instalação mudam conforme a aplicação. Alguns exemplos do catálogo ajudam a visualizar essa diferença:

Faixa / aplicaçãoExemplo RITZCurto-circuito indicado no catálogoCaracterísticas do exemplo
BT - rede secundária convencional ATR17439-1 60 ciclos - 5 kA 4 grampos de pressão fixos em bastão RITZGLAS®; cabo CTC-25; 3 lances de 0,40 m
BT - CCM ATR15508-2 15 ciclos - 5 kA Até 1.000 V; 200 A nominal; cabo 25 mm²; cabo de aterramento de 2,5 m
MT - rede de distribuição ATR03654-2 60 ciclos - 5 kA 3 grampos por pressão; trapézio de elevação; 16 m de cabo CTC-25; trado
MT - rede de distribuição ATR09729-1 60 ciclos - 8 kA Grampos por torção; trapézios; 17 m de cabo CTC-35; cabeçotes e trado
MT - cubículo/subestação ATR17455-1 60 ciclos - 8 kA 3 grampos para pino-bola/condutor; bloco terminal; cabos CTC-70 e CTC-35
AT - linha de transmissão ATR17441-1 60 ciclos - 25 kA 12 grampos; trapézio; 27 m de cabo CTC-95; cabeçote e trado

Aterramento temporário em baixa tensão (BT)

Em baixa tensão, o catálogo apresenta soluções para diferentes cenários, como rede secundária convencional, conjuntos com bastão isolante e saídas de gavetas de Centros de Controle de Motores (CCM).

Exemplo para rede secundária convencional

O conjunto ATR17439-1 é especificado no catálogo para rede secundária convencional. Ele utiliza quatro grampos de aterramento de pressão fixos em bastão RITZGLAS®, cabo de cobre extra flexível CTC-25 e acessórios de conexão e acondicionamento. A corrente máxima de curto-circuito indicada é de 5 kA por 60 ciclos.

Exemplo para CCM de baixa tensão

Para saídas de gavetas de CCM, o catálogo apresenta o ATR15508-2. Entre as características informadas estão tensão máxima de trabalho de 1.000 V, corrente nominal de 200 A, cabo de 25 mm² e comprimento do cabo de aterramento de 2.500 mm. A corrente máxima de curto-circuito indicada é de 5 kA por 15 ciclos.

Aterramento temporário em média tensão (MT)

Em média tensão, a aplicação passa a variar bastante entre redes de distribuição, cubículos e subestações. O catálogo apresenta conjuntos com diferentes formas de instalação e capacidades.

Redes de distribuição

O ATR03654-2, por exemplo, utiliza três grampos de aterramento por pressão, trapézio de elevação, carretel de fixação, cabo CTC-25 e trado. O catálogo indica corrente máxima de curto-circuito de 5 kA por 60 ciclos.

Já o ATR09729-1 utiliza grampos por torção, trapézios, 17 m de cabo CTC-35, cabeçotes de manobra e trado, com indicação de 8 kA por 60 ciclos. Esses exemplos mostram por que a seleção deve considerar a configuração da rede e não apenas a expressão “aterramento para média tensão”.

Cubículos e subestações

Para cubículos e subestações, o ATR17455-1 possui três grampos de aterramento por torção com parafuso olhal para instalação em pino-bola ou condutor, bloco terminal, grampo para conexão ao ponto terra, cabos CTC-70 e CTC-35 e cabeçote para manobra de grampos. O catálogo informa capacidade de 8 kA por 60 ciclos e conformidade com ASTM F855.

Aterramento temporário em alta tensão (AT)

Para linhas de transmissão, os conjuntos podem exigir maior quantidade de grampos, cabos de maior seção e comprimentos mais elevados. O ATR17441-1, apresentado para estruturas de madeira, concreto e metálicas, possui 12 grampos de aterramento por torção, trapézio tipo sela, 27 m de cabo CTC-95, cabeçote de manobra e trado. O catálogo informa corrente máxima de curto-circuito de 25 kA por 60 ciclos e conformidade com ASTM F855.

Esse exemplo reforça que, em alta tensão, a especificação do conjunto precisa considerar simultaneamente a instalação, os pontos de conexão, o procedimento de trabalho e os parâmetros elétricos definidos para a aplicação.

Quais componentes podem fazer parte de um kit de aterramento temporário?

A composição varia conforme o conjunto. Entre os componentes encontrados nos modelos do catálogo RITZ estão:

  • grampos de aterramento por pressão ou por torção;
  • grampos para conexão ao ponto terra;
  • cabos de cobre extra flexíveis com isolamento em PVC transparente;
  • terminais para conexão dos cabos;
  • blocos terminais e trapézios;
  • cabeçotes para manobra de grampos e chaves;
  • bastões isolantes ou varas de manobra, conforme a configuração;
  • trados de aterramento;
  • sacolas para acondicionamento e transporte.

Como escolher um conjunto de aterramento temporário?

A seleção deve partir da instalação e do procedimento de trabalho. Antes de solicitar uma cotação, vale reunir pelo menos as seguintes informações:

  • tipo de instalação: rede BT, distribuição MT, cubículo, subestação ou linha de transmissão;
  • pontos em que os grampos serão conectados e geometria desses pontos;
  • corrente de curto-circuito e tempo de duração considerados no projeto/procedimento;
  • quantidade de fases e configuração de equipotencialização prevista;
  • seção e comprimentos de cabo necessários para alcançar os pontos de conexão;
  • necessidade de pino-bola, trado, trapézio, bloco terminal, cabeçote ou bastão isolante;
  • condições de transporte e acondicionamento do conjunto.

Um conjunto de aterramento temporário serve para qualquer instalação?

Não. Os próprios exemplos do catálogo mostram conjuntos diferentes para rede secundária BT, CCM, redes de distribuição MT, cubículos, subestações e linhas de transmissão AT. A especificação deve ser compatível com a aplicação e com os parâmetros elétricos e mecânicos definidos para o trabalho.

O que influencia o preço de um conjunto de aterramento temporário?

O preço varia porque a composição do conjunto também varia. Seção e metragem dos cabos, quantidade e tipo de grampos, terminais, cabeçotes, trados, bastões, blocos e acessórios influenciam a configuração final. Por isso, comparar apenas o valor total de dois kits pode levar à comparação de soluções tecnicamente diferentes.

Para receber uma cotação mais precisa, o ideal é enviar as informações da instalação e da aplicação junto com os requisitos elétricos do conjunto.

Por que a tabela técnica deve fazer parte da especificação?

Em equipamentos de aterramento temporário, referências como seção do cabo, quantidade de componentes, tipo de grampo e capacidade de curto-circuito são informações essenciais. Por isso, a especificação comercial deve ser conferida com a documentação técnica do produto e com os requisitos definidos para a instalação.

Solicite apoio para especificar seu conjunto de aterramento temporário

Precisa especificar um conjunto de aterramento temporário para BT, MT ou AT?

Envie à RITZ SP Comercial as informações da instalação, pontos de conexão, parâmetros de curto-circuito e aplicação prevista. A equipe poderá apoiar a identificação da configuração e dos acessórios adequados.

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